O Delírio Materialista em 9 pontos


1. Tratar a moralidade como se não fosse nada mais que uma forte preferência subjetiva; porém, agir como se a moralidade fosse objetiva na natureza.

2. Negar que exista algo “além do mundo físico”; porém, falar, agir e julgar outras pessoas como se fossem responsáveis pelos seus comportamentos, no sentido de assumirem que todos tem algum tipo de capacidade metafísica de transcender e se sobrepor aos efeitos determinísticos dos estados físicos e causativos dos processos corporais — o que muitas vezes é chamado de livre arbítrio.

3. Negar que a verdade possa ser determinada subjetivamente; mas, estar convencido de que seus próprios argumentos e evidências sejam verdadeiros, esperando que outras pessoas determinem subjetivamente que seus argumentos sejam verdadeiros.

4. Negar que certas coisas tenham sido projetadas de modo inteligente possam ser identificadas com confiança; mas, viver de modo que praticamente todo momento na vida requeira essa capacidade de identifica-las.

5. Negar que alguns conceitos abstratos sejam necessariamente verdadeiros e dos quais nossa existência depende — como os princípios fundamentais da matemática, da lógica e da moralidade; mas se referenciar a eles (direta ou indiretamente) como se assim mesmo fossem: necessariamente verdadeiros.

6. Afirmar que os seres humanos sejam totalmente criaturas naturais; mas insistir que aquilo que os humanos fazem é uma ameaça à natureza ou algum suposto equilíbrio natural.

7. Insistir que os seres humanos são categoricamente iguais a quaisquer outros animais; mas condenar quando os mesmos seres humanos tratam outros humanos da mesma forma que outros animais tratam sua própria espécie — referenciando tais ações como sendo “violentas” — , no sentido de assumir que os seres humanos fossem obrigados a “transcender” sua natureza “animal”.

8. Afirmar que os fatos físicos são as únicas verdades significativas que existem; mas, desejam usar a força da lei para proteger conceitos subjetivos que contradizem fatos físicos, como a ideologia de gênero que busca normalizar uma espécie de “fluidez sexual”.

9. Afirmar que certas leis que transcendem o físico não existem; mas, afirmar também que todos os seres humanos são iguais, quando, de fato, essa igualdade é um imperativo moral transcendente. (se fosse igualdade puramente material, então não seria possível afirmar que todos os seres humanos sejam iguais: basta notar as diferenças físicas entre as pessoas, e como essas diferenças podem refletir nas suas ações)

Saulo Reis
Sobre Saulo Reis 43 Artigos
Diretor do Acrópole da Fé Cristã. Engenheiro de Computação por profissão; professor de Matemática por paixão; Teólogo por amor a Deus.

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