Tradução livre:
“A humanidade, no curso do tempo, teve que lidar pelas mãos da ciência com duas grandes afrontas contra o seu ingênuo amor-próprio. A primeira foi quando a humanidade descobriu que nossa Terra não estava no centro do universo, mas era somente uma pequena partícula num sistema de planetas com uma magnitude difícil de conceber. Isso está associado nas nossas mentes com o nome “Copérnico”, ainda que a ciência alexandrina tivesse ensinado a mesma coisa. A segunda ocorreu quando a pesquisa biológica roubou o homem da sua superioridade aparente na criação especial, repreendendo-o com sua descendência do reino animal e sua natureza animal irradicável. Esta reavaliação, sob a influência de Charles Darwin, Wallace e seus predecessores, não foi realizada sem a mais violenta oposição dos seus contemporâneos. Mas a terceira e mais irritante afronta foi lançada à mania humana de grandeza através da pesquisa psicológica moderna, que quer provar ao “Eu” que ele não é nem sequer mestre da sua própria morada, mas que é dependente da mais escassa informação sobre tudo que acontece inconscientemente na sua vida psíquica.”[1]


Referência

[1] FREUD, Sigmund; A General Introduction to Psychoanalysis, Part Three: General Theory of the Neuroses, XVIII, Traumatic Fixation — The Unconscious. Disponível em http://www.bartleby.com/283/18.html (acessado em 21/set/2017).


Saulo Reis
Saulo Reis

Diretor do Acrópole da Fé Cristã. Engenheiro de Computação por profissão; professor de Matemática por paixão; Teólogo por amor a Deus.

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